A DOMINADORA- ANA C CRUELA

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Devia ser meia-noite quando dei por mim sentada ao colo de Pedro, de costas apoiadas no peito dele, em cima da minha cama. Tirara-lhe o resto da roupa como se a minha vida dependesse disso e
deixara cair as várias peças no chão do meu quarto, um pouco por todo o lado. Disse-me para começar a descer só quando me sentisse pronta, talvez por se aperceber de que aquela posição era
nova para mim. Como eu hesitava, e para me descontrair, envolveu os meus seios com as mãos e elevou-os algumas vezes, como se fossem dois pesos. Deslizou depois até à cintura e apertou-a um pouco. Fiquei mais à vontade. Começava a gostar. Finalmente, e sem esperar que eu tomasse a
iniciativa, entrou devagar e penetrou-me fundo, até tocar com as ancas nas minhas nádegas. Soltei um gemido de satisfação.
– Estás tão deliciosamente húmida – sussurrou, com os lábios colados à minha nuca, enquanto me moldava a cintura entre os dedos firmes, como que a ajeitar-me para o que se seguiria.
Começou então a guiar-me em movimentos de vai e vem, primeiro lentos, depois mais intensos.
Esbocei um sorriso que ele não viu e inclinei o pescoço para o lado, numa tentativa de fugir ao arrepio que a sua boca, ainda encostada à minha nuca, me provocava. Mas Pedro enrolou o meu cabelo à volta da mão e puxou-me a cabeça para trás, num gesto brusco, impedindo-me de me desviar. Voltei à posição anterior com um grito de dor.
– Fica quieta, Ana. Quero o teu pescoço por perto.
Enquanto tentava abstrair-me do puxão e manter-me imóvel, como Pedro mandara, lembrei-me que
o conhecera pessoalmente havia menos de três horas e que já o tinha dentro de mim. Pior, sem preservativo. Nos últimos dias, planeáramos tudo ao pormenor, mas escapara-nos a possibilidade de nos descontrolarmos, de acabarmos enfiados um no outro. Agora era tarde de mais. Mas para quê estragar o momento? Apesar do esticão doloroso, estava a adorar senti-lo duro dentro de mim. A
excitação tolhia-me as forças e o bom senso. Não poderia parar mesmo que quisesse, pelo que tentei não me preocupar com irresponsabilidades capazes de transformar a vida num inferno.

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