O DESPERTAR DO AMOR- ROBIN SCHONE

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Ela:
Quente.
Úmida.
Sua pele ansiava por liberar-se.
Matthew dormia a seu lado no seu apartamento em Chicago, como sempre faz nos últimos dezessete anos de frieza emocional, e a obrigava a matar o próprio desejo, desejo que ele mesmo inspirava. Que estava acostumado a lhe inspirar. Por mais de uma vez, separou-se dela, dizendo: “Vá dormir, carinho; amanhã nos espera um dia muito longo”, ou simplesmente: “Vamos dormir, estou arrebentado”.
Seus quadris se arqueavam e seus dedos se deslizavam, cheios de desejo. Por seu marido. Por alguém. Em algum lugar. “Meu Deus, que desperdício”. Não era culpa dele; não, Matthew não tinha nenhuma culpa. Durante todos aqueles anos, sempre tinha desejado o que não podia ter; o que nunca poderia acontecer. Queria mais que o prazer solitário, que o prazer efêmero e furtivo; queria… queria…
Sua respiração se acelerou e chegou ao clímax. Era naqueles momentos que percebia o quanto era sozinha. Rendeu-se ante o esquecimento que lhe proporcionava o prazer solitário.
Ele:
Fria.
Seca.
Ela evitava tocá-lo.
Morrigan virou a cabeça, mordendo os lábios para suportar o que vinha acontecendo desde o início de seu casamento. Já tinha um ano. Apertou os dentes. Apesar de ser conhecido como um dos homens mais licenciosos de toda a Inglaterra, não podia ficar procurando outra com a consciência tranqüila, e se via forçado a saciar sua paixão com uma mulher que ficaria muito feliz se contrariando sua natureza ele fizesse isso.
Arqueou as costas e penetrou sua esposa. A tensão se acumulou na base da coluna. “Deus, que desperdício”. Mas não era culpa dela; não, Morrigan não tinha a culpa. Ele não tinha sabido, não tinha sido capaz de ver além de seus próprios desejos. De suas próprias necessidades. Mas ele queria, e desejava mais. Muito mais que aquilo, mais do que exigia seu dever, mais…
Sua respiração se acelerou e chegou ao clímax. Nunca antes tinha sabido o que era a solidão, até aquele momento, mas viu que sempre estaria sozinho em situações como aquela. Rendeu-se ante o esquecimento que lhe proporcionava o prazer solitário.

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