Ao soar dos sinos do Templo de Brenn, o jovem ergueu-se da cadeira e observou o bairro Cidade Alta, em Highcliff. De seu ponto de observação estratégico, poderia ver toda a capital da Westland alastrando-se diante de si, não fossem as nuvens escuras que tomavam o céu naquela noite. Como eles haviam previsto, a Lua quase não aparecia. A terceira badalada foi o sinal de partida. Colocou a mochila ao pé da cama e a conferiu mais uma vez. Um fino saco de dormir estava alojado no fundo. Com a mão dentro da bolsa, tateou até as pontas dos dedos encontrarem o sólido estojo do pergaminho. Quando o encontrou, retirou a mão da mochila e fechou-a bem.
Conferiu o cinto de armas mais uma vez, apertando bem a fivela e levando a bainha à coxa esquerda. A empunhadura e o cabo da espada, envoltos em panos sujos, desapareceram no interior sombrio de seu manto quando ergueu a mochila sobre os ombros. Aproximando-se da janela, habilmente levantou o trinco antes de abri-la. O ar frio da noite penetrou o ambiente, o odor de água salgada viajando ao sabor do vento da Cidade
Baixa. As ruas estavam vazias, embora as avenidas mais próximas da masmorra de Highcliff cintilassem à luz das tochas. O acampamento de tendas militares ao redor do castelo o isolava do resto da cidade, sob o olhar sempre atento de Lord Bergan e seus aliados. O homem olhou para fora — dois andares abaixo, a placa de madeira da pensão rangia e balançava com a brisa. Se saltasse, seria uma queda rápida até a rua de pedra — quatro andares — e morte na certa…
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