8 de março de 2013

OLIMPO E GUERRA 1 E 2 ## KATE O’HEARN

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PEGASUS E O FOGO DO OLIMPO

A guerra chegou ao Olimpo. Não houve aviso. Nenhuma pista de que algum inimigo desconhecido estava construindo um exército contra eles. Um exército cuja meta era a destruição completa. Em um momento havia paz; no outro, a luta por sua própria existência. A batalha foi sangrenta, brutal e totalmente inesperada, mas, para os Olímpicos, era a oportunidade perfeita de realizar um sonho.
Paelen se abaixou atrás de uma coluna e viu os melhores guerreiros Olímpicos se reunirem para lutar contra os invasores. Júpiter liderava o ataque, carregando seus raios e trovões nas mãos. Sua esposa, Juno, estava à esquerda, pronta e com o rosto sério. À direita, Hércules parecia forte e preparado, da mesma forma que Apolo e sua irmã gêmea, Diana, que trazia um arco na mão. Marte também estava lá, assim como Vulcano e seu arsenal de armas. Parado atrás deles, com suas sandálias aladas e seu elmo, estava Mercúrio, o mensageiro do Olimpo. Todos se preparavam para a batalha.
O olhar de Paelen alcançou Pegasus. Os olhos do garanhão faiscavam e suas asas tremiam enquanto seus cascos de ouro batiam no chão, com a expectativa da batalha que estava por vir. Mais atrás, outros Olímpicos se reuniam, todos preparados para defender sua casa.
Mas Paelen náo pretendia lutar. Ele não era um guerreiro, e sim um ladrão com planos próprios que não envolviam ser morto em uma batalha que eles náo poderiam ganhar. A guerra era problema dos outros. Ele estava muito ocupado se concentrando em como lucrar com tudo aquilo. Com os guardas preocupados em se defender dos Nirads, um ladrão poderia entrar no palácio de Júpiter e pegar o que quisesse, mas não eram os tesouros de Júpiter que interessavam a Paelen. Ele desejava as rédeas de ouro usadas por Pegasus.
Todos no Olimpo sabiam que as rédeas eram o maior tesouro de todos, pois eram a chave para conquistar o poderoso garanhão alado. Se controlasse Pegasus, Paelen poderia ir aonde quisesse e tomar o que quer que chamasse sua atenção, sem que ninguém pudesse se opor a ele. Isso sim era um verdadeiro prêmio, e não jóias estúpidas ou moedas de ouro, que podiam ser encontradas no palácio abandonado.
Quando Júpiter chamou seus soldados à frente, Paelen se esgueirou mais para perto, a fim de ouvir seu discurso desesperado…..

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PEGASUS E A BATALHA PELO OLIMPO

O Olimpo era diferente de qualquer lugar em que Emily estivera antes. Era uma ilha da fantasia mágica, cheia de pessoas e criaturas além da imaginação. Um lugar em que a chuva não caía, mas os jardins, de um verde luxuriante, nunca murchavam. Eles floresciam constantemente, preenchendo o ar com suas fragrâncias intoxicantes. O próprio ar parecia estar vivo, sendo doce como mel e com um calor que envolvia você em um cobertor de paz, cheio de sons de pássaros e com
insetos que nunca picavam. Se uma abelha pousasse em você, era apenas porque queria um carinho.
As construções no Olimpo eram tão belas e únicas como a própria terra. A maioria era feita de mármore branco e polido com pilares altos e trabalhados que subiam bem alto em direção ao belo céu azul. Havia teatros a céu aberto, onde as Musas dançavam e cantavam para entreter a todos.
Ao longo das largas ruas de paralelepípedo havia estátuas dos mais fortes lutadores e heróis olímpicos. Não tinha nenhum caminhão ou carro jogando poluição no ar. Os Olímpicos caminhavam ou voavam quando precisavam se locomover. Ocasionalmente usavam uma carruagem puxada por cavalos magníficos.
E havia as bibliotecas, mais do que Emily podia contar, cheias de textos vindos dos muitos mundos que os Olímpicos visitavam e protegiam. Alguns de seus livros preferidos estavam na biblioteca que ficava no palácio de Júpiter, trazidos para lá especialmente para ela.
Emily não podia imaginar um lugar mais perfeito.
Mas mesmo vivendo em meio a todo o esplendor do Olimpo, ela se sentia triste.
Emily sentia falta de seu pai e passava todos os momentos em que estava acordada pensando e se preocupando, pois ele estava lá no mundo dos humanos e era prisioneiro da Unidade Central de Pesquisas. A UCP era uma agência secreta do governo obcecada por capturar alienígenas e qualquer coisa fora do comum que pudesse ser usada como arma. Ela tinha sido prisioneira deles durante um curto período de tempo e sabia como eram determinados e cruéis. Agora estavam com
seu pai. O que estariam fazendo com ele? Será que o estavam punindo pela fuga dela? Ou pior, será que o mataram? Muitos medos e perguntas sem resposta apertavam seu coração. Ela jamais poderia ser feliz sem ele.
Até mesmo o tempo que passava com Pegasus não diminuía sua dor. Emily estava desesperada para voltar a Nova York e encontrar o pai, mas Júpiter não a deixava ir. Ele insistia que o lugar dela era lá, ao lado dos Olímpicos, e, com a raça de guerreiros invasores dos Nirads ainda representando uma ameaça para o Olimpo, Júpiter não podia mandar nenhum de seus guerreiros para o mundo de Emily em uma missão de resgate. Não importava o quanto ela insistisse com o grande líder, ele ainda se recusava a deixá-la ir….

Creditos a a-SONRIX da (5)

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