A primeira coisa que eu saiba era que estava escuro. Como alguém simplesmente desliga as luzes. Eu não enxergo nada no escuro, estou tentando ver alguma coisa, qualquer coisa, mas meus olhos não se ajustam. Timidamente eu me sinto com meus pés ao longo do chão, que é estranhamente inclinado, como se a sala estivesse sendo inclinada para baixo. Eu dou um passo para trás e minha perna atinge algo duro. Eu paro. Tentando recuperar o meu equilíbrio. Ouça.
Há vozes, vozes tênues, de algum lugar acima.
Eu não sei o que esta visão é sobre ainda, onde eu sou ou o que eu deveria estar fazendo ou que eu estou escondendo. Mas uma coisa eu sei. Eu estou me escondendo.
E algo terrível aconteceu.
É possível que eu esteja chorando. Meu nariz está funcionando, mas eu não tento limpar ele. Não me movo. Eu estou com medo. Eu poderia chamar a segurança da glória, eu acho, mas então eles me encontram. Em vez disso eu coloco minhas mãos
em punhos para parar o tremor. A escuridão se aproxima, pressionando e empurrando-me, e por um momento eu luto contra o desejo de chamar a glória tão forte que minhas unhas quebram a superfície da palma das mãos.
Fique assim, eu digo a mim mesma. Fique quieta.
Eu deixei a escuridão me engolir toda.
2 de junho de 2013
UNEARTHLY 2.5- RADIANT–CYNTHIA HAND
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