2 de junho de 2013

UNEARTHLY 3–BOUNDLESS–CYNTHIA HAND

boundless

A primeira coisa que eu percebi é a escuridão, como se alguém tivesse desligado todas as luzes.
Eu entrei no breu profundo, me esforçando para ver alguma coisa, nada, mas meus olhos não se ajustaram. Como uma tentativa eu tateio o chão com os meus pés, ele é estranhamente inclinado, como se o quarto estivesse inclinado para baixo.
Eu dou um passo para trás e minha perna bate em algo duro. Eu paro, tentando recuperar meu equilíbrio. Escuto.
Há vozes, vozes baixas, vindo de alguma parte de acima.
Eu não sei sobre o que essa visão é ainda, onde eu estou ou o que era para eu supostamente estar fazendo ou de quem eu estou me escondendo. Mas eu tenho certeza disso: Eu estou me escondendo.
E alguma coisa terrível aconteceu.
É possível que eu esteja chorando, meu nariz esta escorrendo, mas não o tento limpar. Eu não me mecho, estou assustada, eu poderia chamar a seguridade da Glória, eu penso, porém eles poderiam me achar, ao invés fecho minhas mãos em punhos para parar de tremer.
A escuridão se fecha mais, encerrando-me, e por um momento eu luto tanto com a urgência de chamar a Glória que minhas unhas cortam a superfície das minhas palmas.
Fique parada, eu digo a mim mesma. Fique quieta
Eu deixo a escuridão me engolir inteira.

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