20 de agosto de 2013

IRMÃOS WOLF 2 - BOM DE BRIGA–MARKUS ZUSAK

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O cão no qual apostamos mais parece um rato.
— M as ele conseg ue correr feito uma lebre — diz Rube. Ele é todo duas
caras. Ele cospe e depois sorri. Cospe depois sorri. Um cara leg al de
verdade, meu irmão. Ruben Wolfe. É a nossa realidade.
Estamos na parte de baixo da arquibancada suja, sem cobertura.
Uma g arota passa por nós.
Jes us , penso.
— Jesus — diz Rube, e essa é a diferença quando nós dois olhamos a
g arota, sonhando, respirando, vivendo. Não é sempre que g arotas como
essa aparecem nas corridas de cães. As que costumamos ver são ratinhas
mag ricelas que fumam que nem chaminés, ou são cavalonas que não param
de comer. Ou vadias que vivem enchendo a cara de cerveja. Essa que
estamos vendo é uma raridade. Eu apostaria nela se ela pudesse correr na
pista. Ela é demais.
Depois, só me resta o enjoo de olhar para pernas que não posso tocar ou
bocas que não sorriem para mim. Ou quadris que não roçam nos meus. E
corações que não batem por mim….

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