Uma s eman a an tes
Essa er a a gr ande chance par a Roger Mor ton – a ún ica, na ver dade – de
sair do país e r ecr iar a vida a que estava acostumado. Tudo por causa de
uma caix a de joias bar atas.
A mar ina estava fechada àquela hor a da noite, mas Roger ainda assim
se manteve nas sombr as ao caminhar em dir eção às docas. Ele havia
escolhido aquele lugar por ser aber to e plano, assim poder ia ver quem se
apr ox imasse. Naquela noite, a mar ina estava deser ta, e os bar cos
cober tos er am uma lembr ança dos dias quentes. As luzes de segur ança nas
docas iluminavam pouco; o nevoeir o estava denso demais par a se ver o
outr o lado do r io Potomac.
Enfiou as mãos nos bolsos da jaqueta de cour o, desejando ter um
casaco mais pesado. Estava fr io demais. Mal podia esper ar par a colocar as
mãos no dinheir o e sair daquela cidade miser ável. Já havia escolhido um
lugar na Amér ica do Sul. Mesmo depois de seis anos na pr isão, ele tinha
contatos. Uma vez com o dinheir o, estar ia feito
Seis longos anos atr ás das gr ades. Seu advogado disser a-lhe que tiver a
sor te por se livr ar tão facilmente depois da tentativa de assassinato de
uma agente feder al e do cr ime de estupr o. “Seis anos em uma pr isão
feder al er a ter sor te?” Havia delatado tudo, dito tudo o que os policiais
quer iam ouvir, admitido tudo... Bem, havia deixado de lado o detalhe
cr ucial de ter matado um dos deles. Ele achou melhor manter esse fato em
segr edo. De qualquer modo, os feder ais não tinham nada contr a ele,
nenhuma ar ma, nem testemunhas, nada. For a muito fácil acusar outr a
pessoa por esse cr ime.
Seis anos de sua vida per didos. Por cooperar.
Tudo havia mudado enquanto esteve na pr isão, e ele não er a um tolo
que passar ia a vida cuidando de car r os por uns tr ocados. Não enquanto
soubesse como fazer dinheir o de ver dade. Do tipo que o levar ia à antiga
vida, do tipo que compr ava liber dade. Na pr isão, sua vida ficou estagnada.
Agor a tinha a chance de r ecomeçar .
Adam havia dito que Roger er a o tolo. Bem, Adam estava morto... E
quanto isso o tor nou o es perto?
Roger apr ox imou-se com cautela do ponto de encontr o do outr o lado
da doca seca. O vento vindo do Potomac estava tão úmido que ele desejou
ter escolhido um bar par a fazer a tr oca. A não ser pelo fato de que ele não
podia ser visto em seus antigos lugar es de pr efer ência. Pr ecisava ficar no
anonimato. Fazer a tr oca em ter r eno neutr o. Obviamente, havia deix ado
sua par te da bar ganha no hotel. Não podia sequer pensar em per mitir que
seu sócio lhe passasse a per na. Pr imeir o pegar ia o dinheir o, depois
contar ia onde encontr ar as joias. Não er a idiota: policiais er am patifes, e
Roger não desconsider ava a ideia de que aquilo fosse uma ar madilha. Mas
antes havia pesquisado o car a, ex igindo ver um pouco da ação pr ometida
na sociedade da sua nova empr eitada. Ele não poder ia ser policial...
Roger deliciou-se com os ar quivos digitais de mulher es sendo tr açadas
de todos os modos. Algumas er am atr izes ex per ientes; outr as, dr ogadas
desesper adas por um tr oco par a pagar a pr óx ima dose. Algumas das
gr avações, as melhor es, em sua opinião, er am de gar otas que não sabiam
que estavam sendo filmadas….
21 de outubro de 2013
SE EU MORRER ANTES DE VOCê LIVRO 1- ALLISON BRENNAN
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