21 de outubro de 2013

SE EU MORRER ANTES DE VOCê LIVRO 1- ALLISON BRENNAN

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Uma s eman a an tes
Essa er a a gr ande chance par a Roger Mor ton – a ún ica, na ver dade – de
sair do país e r ecr iar a vida a que estava acostumado. Tudo por causa de
uma caix a de joias bar atas.
A mar ina estava fechada àquela hor a da noite, mas Roger ainda assim
se manteve nas sombr as ao caminhar em dir eção às docas. Ele havia
escolhido aquele lugar por ser aber to e plano, assim poder ia ver quem se
apr ox imasse. Naquela noite, a mar ina estava deser ta, e os bar cos
cober tos er am uma lembr ança dos dias quentes. As luzes de segur ança nas
docas iluminavam pouco; o nevoeir o estava denso demais par a se ver o
outr o lado do r io Potomac.
Enfiou as mãos nos bolsos da jaqueta de cour o, desejando ter um
casaco mais pesado. Estava fr io demais. Mal podia esper ar par a colocar as
mãos no dinheir o e sair daquela cidade miser ável. Já havia escolhido um
lugar na Amér ica do Sul. Mesmo depois de seis anos na pr isão, ele tinha
contatos. Uma vez com o dinheir o, estar ia feito
Seis longos anos atr ás das gr ades. Seu advogado disser a-lhe que tiver a
sor te por se livr ar tão facilmente depois da tentativa de assassinato de
uma agente feder al e do cr ime de estupr o. “Seis anos em uma pr isão
feder al er a ter sor te?” Havia delatado tudo, dito tudo o que os policiais
quer iam ouvir, admitido tudo... Bem, havia deixado de lado o detalhe
cr ucial de ter matado um dos deles. Ele achou melhor manter esse fato em
segr edo. De qualquer modo, os feder ais não tinham nada contr a ele,
nenhuma ar ma, nem testemunhas, nada. For a muito fácil acusar outr a
pessoa por esse cr ime.
Seis anos de sua vida per didos. Por cooperar.
Tudo havia mudado enquanto esteve na pr isão, e ele não er a um tolo
que passar ia a vida cuidando de car r os por uns tr ocados. Não enquanto
soubesse como fazer dinheir o de ver dade. Do tipo que o levar ia à antiga
vida, do tipo que compr ava liber dade. Na pr isão, sua vida ficou estagnada.
Agor a tinha a chance de r ecomeçar .
Adam havia dito que Roger er a o tolo. Bem, Adam estava morto... E
quanto isso o tor nou o es perto?
Roger apr ox imou-se com cautela do ponto de encontr o do outr o lado
da doca seca. O vento vindo do Potomac estava tão úmido que ele desejou
ter escolhido um bar par a fazer a tr oca. A não ser pelo fato de que ele não
podia ser visto em seus antigos lugar es de pr efer ência. Pr ecisava ficar no
anonimato. Fazer a tr oca em ter r eno neutr o. Obviamente, havia deix ado
sua par te da bar ganha no hotel. Não podia sequer pensar em per mitir que
seu sócio lhe passasse a per na. Pr imeir o pegar ia o dinheir o, depois
contar ia onde encontr ar as joias. Não er a idiota: policiais er am patifes, e
Roger não desconsider ava a ideia de que aquilo fosse uma ar madilha. Mas
antes havia pesquisado o car a, ex igindo ver um pouco da ação pr ometida
na sociedade da sua nova empr eitada. Ele não poder ia ser policial...
Roger deliciou-se com os ar quivos digitais de mulher es sendo tr açadas
de todos os modos. Algumas er am atr izes ex per ientes; outr as, dr ogadas
desesper adas por um tr oco par a pagar a pr óx ima dose. Algumas das
gr avações, as melhor es, em sua opinião, er am de gar otas que não sabiam
que estavam sendo filmadas….

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