João estava deitado em sua cama. Se é que se pode chamar de cama aqueles
caixotes de tomate que ele havia pegado na sobra da feira...
Lembrava do seu passado, de como tudo havia começado... Olhava mais uma vez
o repórter comentar sobre a loucura que estava para acontecer: um duelo! Como
nos velhos tempos...
Quem teria avisado os repórteres sobre aquele episódio? Quem estaria tão
interessado nesse fato?
Claro que ele sabia quem eram os interessados. Afinal, inimigos ele tinha de
sobra. Tanto ele, quanto Jeremias. O tráfico fazia isso...
Como aquela mulher podia ter traído João? O que o Jeremias havia dado a ela
que ele não poderia dar?
É claro que ele também conhecia os motivos... Tanto tempo longe, faltou atenção,
carinho, reconhecimento de quem era Maria Lúcia.
No entanto, havia tanta coisa a conquistar que ele se esqueceu do seu grande
amor, da sua outra metade.
Mas isso é outra história. Tudo estava marcado para aquele sábado. Às duas
horas tudo seria decidido...
Sua cabeça rodava.
Ele havia cheirado cocaína mais uma vez e desta vez parece que o efeito estava
multiplicado, tal a sua fúria.
A confusão em sua cabeça era maior. Tomou mais um pouco daquele conhaque.
Precisava tirar o efeito da cocaína.
Nem percebeu quando desabava, caindo no colchão, desacordado…
INDISPONIVEL, APENAS DIVULGAÇÃO!
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