A ELEITA–JAID BLACK

Jack?, sussurrou ela. Que esta fazendo em mim? Wai Ashley acordou arquejando. Coberta em suor frio, seus escuros seios pressionando contra a seda úmida de sua camisa, levou uns momentos para perceber que tinha sonhado. Não era a primeira vez que tinha tido essa visão. E o que era mais, tinha acordado abruptamente de um sonho com o homem que a tinha perseguido durante mais de uma noite pelos últimos vinte e seis anos de sua vida. Jack Elliot. Quem era ele? Onde estava ele? E ademais, que queria ele dela?

Wai suspirou. Estas sendo ridícula, suspirou. Ele não queria nada dela porque ele não era real. Jack Elliot não existia. Precisava meter essa informação dentro de sua dura cabeça de uma vez por todas. Ele não era real. Era uma alucinação noturna, nada mais e nada menos. Uma parte dela desejava que Jack fosse algo mais que uma ilusão numa noite fria e solitária. Todos estes anos sonhando com ele e sabia tão pouco, embora sim o que sabia a respeito de seu amante mistico alcançava e excedido. Forte. Alto. Bronzeado. Puro músculo. Cabelo longo de cor castanho claro com mechas douradas. Um corpo incrível. E um incrível e enorme... Wai franziu a testa. Ele não existia. Não fazia sentido pensar nos atributos inventados de um homem fictício. Tinha decidido fazia já muito tempo que Jack era um produto de sua imaginação super ativa. Talvez um amigo imaginário que tinha criado em sua infância infeliz e até às vezes violenta.

O único problema com essa teoria era que Jack,bom, ele tinha estado com Wai desde o berço até sua maturidade como mulher. Quente, protetor e quase paternal, desde a infância e durante sua adolescencia. Tinha-a abraçado em seus momentos tristes, murmurado palavras de consolo que ela não tinha compreendido mas que de alguma maneira a tinham ajudado. Tinha espantado aos fantasmas dentro dela. Jack Elliot tinha sido sua luz nas horas mais escuras de sua infância, seu protetor mental. O bêbado que Wai tinha por pai podia golpear seu corpo, mas não chegava nunca a tocar sua mente. A mãe podia açoitá-la até deixar-lhe o corpo inteiro cheio de machucados, mas nunca pôde atingir o espírito de Wai. E tudo graças a seu amoroso, forte e imaginario protetor. Quando ela tinha chegado à puberdade, Jack tinha mudado sutilmente. Seguia sendo um herói mas também um homem. Um macho arrogante e primitivo, que exigia uma atenção total e uma obediência absoluta. Parecia como se ele tivesse esperado que ela crescesse para poder, assim, exigir e reclamar como sua posse. Mais de uma vez desde que tinha chegado à adolescencia, tinha acordado de um violento orgasmo cortesía do mítico Jack, tal como essa noite. Ele a deixava arquejando e gemendo, se retorcendo sob suas mãos peritas enquanto ela rogava que a acariciasse. Desejava poder parar os sonhos sobre ele completamente. Graças a Jack e suas sessões amatorias no reino do sonho, nenhum homem real tinha alguma vez podido comparar-lhe. Deitada, Wai cobriu-se com os cobertores. Não tinha tempo a perder com o homem mítico que seu cérebro tinha batizado Jack Elliot. Ela precisava dormir. Amanhã era o grande dia. Tinha esperado por este momento desde que tinha decidido ir à universidade. Se a agência de publicidade a contratasse, isso marcaria um ponto alto em sua profissão. Vai-te, Jack, lhe susurrou às paredes, ao ar. Sempre estava sozinha. Como poderia alguma vez encontrar a felicidade, a plenitude com um homem real, se seu amante imaginario a perseguia cada noite? Wai deixou escapar um suspiro cansado e esgotado. Deixa-me ir. Ela fechou os olhos com determinação. Já não sou uma pequena menina assustada. É hora de deixar-me livre, Jack.

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