primeira coisa que me veio à cabeça quando entramos nos domínios de Roma foi: Hum? Cerrei os olhos por causa do vento, meus cabelos loiros caíam pelas costas, e eu me senti um tanto decepcionada ao voar sobre uma paisagem praticamente igual a todas as outras. Meu guia, Bodhi, meu cão, Buttercup, e eu havíamos voado uma boa distância para chegar até ali, e embora voar sem sombra de dúvida fosse nossa forma favorita de viajar, não havia como negar que, depois de um tempo, a paisagem começava a ficar um pouco tediosa — transformando-se em um borrão contínuo de nuvens, natureza e coisas construídas pelo homem, tudo empilhado em sequência. Mesmo já acostumada a isso, acho que ainda tinha esperanças de que Roma fosse diferente, mas de onde olhávamos era tudo sempre a mesma coisa. Bodhi olhou para mim, seus olhos verdes notando minha decepção. Ele sorriu rapidamente. — Siga-me — disse. Esticou os braços para a frente e se lançou em queda livre. Buttercup e eu fizemos o mesmo. E quanto mais rápido girávamos na
direção do solo, mais a paisagem ganhava vida, florescendo com cores e detalhes tão vibrantes que era impossível não dar um gritinho de satisfação. Roma não era tediosa. Era o oposto…




